Reparo que todos hoje em dia se acham super normais, com todas as suas manias e esquisitices. Até que de certa forma eles estão certos, porque anormal é não ter nada disso.
Outro dia conheci um cara de meia idade de barbas longas que vestia um sobretudo pesado e cinza. Ele estava parado na porta de uma igreja recitando versos ao luar enquanto segurava uma linda rosa vermelha em uma das mãos. Ao ver aquela figura tão interessante, me aproximei para ouvir as suas palavras, e ele dizia assim:
"Cadeira, mesa, sapato
Rádio, jornal e revista
Ligo a tv, ouço o rádio
Pra gente espantar a preguiça"
Me aproximei com todo cuidado para não quebrar a beleza daquele fenômeno e perguntei:
- Cavalheiro, a quem tu destinas os teus versos?
E ele respondeu:
- À Dama da minha noite que jaz do outro lado da rua, invisivelmente na calçada.
Nenhum comentário:
Postar um comentário